24 de novembro de 2025

Alta movimentação no fim de ano pede reforço na segurança de condomínios

 

O período de festas de fim de ano traz um cenário tradicional para os condomínios: mais confraternizações, maior circulação de visitantes, volume elevado de entregas e rotinas completamente diferentes do restante do ano. Essa combinação aumenta o risco de falhas operacionais, tentativas de invasão e ocorrências que poderiam ser evitadas com planejamento e reforço de segurança.

De acordo com Gabriel Borba, diretor do Grupo GB Serviços e especialista em segurança condominial, novembro e dezembro são meses decisivos para preparar equipes e revisar protocolos. “Neste período, o fluxo de entrada e saída dispara. A rotina muda, as demandas aumentam e a equipe precisa estar pronta para controlar esse movimento sem comprometer a segurança. Treinamento não é opcional, é indispensável”, afirma.

Festas, visitantes e entregas: por que o risco aumenta?

O final do ano cria um ambiente favorável para distrações. Portarias ficam sobrecarregadas, moradores recebem mais convidados e o número de entregadores cresce de forma significativa, desde encomendas de e-commerce até ceias, presentes e serviços diversos.

Segundo Borba, essa alta movimentação abre brechas exploradas por criminosos. “Quando a equipe não está treinada, o condomínio fica vulnerável. O risco maior não é só o furto ou a invasão, mas a perda de controle do fluxo. É aí que acontecem os erros”, explica.

Treinamento: o pilar para um fim de ano seguro

Borba reforça que ainda há tempo para síndicos e administradoras organizarem uma programação de capacitação. O objetivo é preparar todos os colaboradores para lidar com situações reais do período. “É fundamental convocar a equipe, simular cenários, tirar dúvidas e debater procedimentos. Esse preparo evita ocorrências e garante que todos possam aproveitar as festas com tranquilidade”, destaca.

Ele lembra que o treinamento deve incluir:

  • Controle de acesso com grande fluxo;
  • Procedimentos específicos para entregadores;
  • Regras claras para festas e visitantes;
  • Ações preventivas e respostas em situações de risco;
  • Reforço dos protocolos já implantados.

“Todo mundo quer descansar nesse período. A melhor forma de evitar problemas é se antecipar”, complementa.

Segurança como prioridade e não como custo

Além dos cuidados sazonais, Borba alerta que a segurança deve ser tratada como pilar da gestão condominial. “Quando a segurança é vista como gasto, os investimentos são reduzidos e isso fragiliza todo o sistema. Segurança é prioridade absoluta”, afirma.

Ele explica que uma gestão eficiente combina três elementos:

  • Pessoas: profissionais bem treinados;
  • Tecnologia: sistemas modernos e bem integrados;
  • Processos claros: protocolos estruturados e seguidos à risca.

“O bom e velho processo é o que salva. Tecnologia ajuda, mas sem gente preparada e procedimento definido, nada funciona”, ressalta.

Seis passos para reforçar a segurança durante o fim de ano

  • Profissionalizar a gestão e a sindicância: visão técnica e tomada de decisão rápida.
  • Ter um processo de segurança bem desenhado: com rotinas claras e responsabilidades definidas.
  • Combinar tecnologia e presença física: portaria virtual sem apoio humano não reage com agilidade.
  • Reforçar barreiras físicas: clausuras, portões duplos e bloqueios dificultam acessos indevidos.
  • Criar cultura de segurança entre moradores: combater o “efeito carona” e reforçar o cumprimento de regras.
  • Tratar entregas com atenção especial: evitar que entregadores circulem desacompanhados.

Borba também destaca pontos que comprometem a segurança e que devem ser evitados: portaria mal treinada, corte de investimentos, falta de comunicação, ausência de protocolos formais e tolerância com acessos não autorizados.

A antecipação é o maior aliado dos condomínios

Para o especialista, preparar a equipe antes da alta movimentação é o que garante resultados reais. “Segurança eficiente se constrói antes da crise, não depois. E o fim de ano exige essa preparação redobrada”, afirma.

Ele reforça que o retorno é coletivo: “Investir em segurança significa valorização do imóvel, redução de riscos e mais tranquilidade para todos.” Com processos sólidos, tecnologia adequada e equipes realmente treinadas, os condomínios conseguem atravessar o período de festas com muito mais controle, prevenindo ocorrências e garantindo que moradores aproveitem esse momento com segurança, do início ao fim.